Os membros dianteiros e traseiros

O Padrão Nippo estabelece: “Pernas dianteiras: a escápula tem angulação moderada e é bem desenvolvida. Pernas dianteiras são retas com patas com dedos bem arqueados. Pernas traseiras: Pernas traseiras são fortes com uma postura larga natural. O jarrete é forte e as patas bem arqueados (pés de gato).

Em geral as pernas servem de suporte ao corpo e fornecem mobilidade. As pernas dianteiras e as traseiras realizam sua função diferentemente. As dianteiras suportam aproximadamente 60% do peso do corpo e as traseiras 40%, portanto as dianteiras precisam ser mais grossas que as traseiras, para suportar esse peso extra, e a circunferência do pé traseiro é ¾ do dianteiro.

O fato de que as pernas dianteiras carregam mais peso significa que elas não se moverão tão livremente ou ser tão flexíveis quanto as traseiras quando o cão está em movimento. As pernas traseiras impulsionam o corpo para a frente e se diz que iniciam o movimento, enquanto as dianteiras o completam. Ao iniciar o movimento, as pernas traseiras se esticam e apertam o solo, então cavam, se elevam e transmitem movimento para a frente às costas. Esse movimento das costas para a frente cria estresse no ombro, que é aliviado pelas pernas dianteiras através do movimento para a frente.

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Em razão de as pernas dianteiras e traseiras trabalharem em conjunto para movimentar o corpo apropriadamente, um equilíbrio entre elas é muito importante. A harmonia é vista em três formas:

  1. A angulação das pernas dianteiras deve ser apropriada para as pernas traseiras. Por exemplo, enquanto um cão com sobreangulação na dianteira e na traseira não se movimentará muito bem, mas se movimentará melhor do que um cão que for sobreangulado na traseira e muito reto na frente.
  2. As pernas devem ter comprimento e desenvolvimento muscular harmoniosos. Por exemplo, se as pernas traseiras forem muito compridas comparadas com as dianteiras, ou se os músculos da perna traseira forem bem desenvolvidos enquanto os das dianteiras forem fracos, o movimento não poderá ser bom.
  3. Se as pernas harmonizarem bem, o cão vai naturalmente assumir uma postura de quatro quadrados, quando para.
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O Padrão estabelece que a escápula deve ter angulação moderada (a ideal é 105 a 110 graus), que corresponde a um recuo de cerca de 30 graus. O ângulo em questão é formado pela escápula e o braço (o úmero). O braço é conectado à perna dianteira pela articulação do joelho; assim o braço deve aderir justamente ao tronco. Se não o fizer, o cão vai ficar com os ombros soltos, o que é uma falta comum no Shiba. Ombros muito aderentes ao corpo e parecem estar espremidos são ocasionalmente vistos, mas são uma falta bem mais rara.

Vistas de frente, as pernas dianteiras devem formar uma linha reta dos ombros ao solo, e precisam ser paralelas. Como as pernas não podem ser para fora ou para dentro nos ombros, a linha externa formada pelas pernas será continuada pela linha externa formada pelo peito. Assim, olhando o cão de frente, devemos ver uma forma de H, com a cruz do H sendo a parte inferior do peito do cão.

O metacarpo não deve ser longo nem curto, mas moderado em tamanho. O Shiba ideal tem uma leve inclinação para a frente do metacarpo, assim que (quando visto lateralmente) o metacarpo conecta com o pé levemente à frente de onde ele conecta com a perna dianteira. O ângulo do metacarpo deve ser uns 10 ou 15 graus. Metacarpos que são muito curtos são geralmente muito abruptos e não possuem o desejável molejo e flexibilidade. Os metacarpos muito longos geralmente possuem muita angulação e são fracos. Uma falta comum no Shiba são os metacarpos longos e fracos que abrem para fora.

Os pés devem ter dedos bem arqueados, dando uma grossura ao pé e almofadas. Os dedos não devem possuir qualquer intervalo entre eles. Se os dedos são separados ou muito longos, isso dá uma aparência de pé de lebre ao invés do desejável pé de gato. O pé de lebre torna a maneira de andar pouco atraente e é indesejável no Shiba.

As unhas dos dedos devem ser curtas e duras. Se os pés e dedos são corretamente formados, as unhas fazem contato direto com o solo. Esse grau moderado de desgaste e crescimento faz com que permaneçam curtas e auxiliem na tração. Com dedos mais compridos, frouxos, as unhas não contatam o solo tão bem e crescem mais pela falta de abrasão. A cor das unhas, normalmente, é preta, mas se a area acima da unha é branca, como em meias brancas, então podem ser translúcidas.

Como as pernas traseiras são responsáveis pela força motora que inicia o movimento, elas precisam ser fortes e muito flexíveis. O termo japonês utilizado no Padrão Básico da Nippo para descrever as pernas traseiras do Shiba é chikarazuyoi fumbari. É um dos termos comprimidos comuns no Padrão Nippo que possui muitas nuances e não é facilmente traduzido. A palavra chikarazuyoi significa forçado, forte e vigoroso e não apresenta dificuldades para tradução, mas a palavra que ela modifica tem um significado bem mais ambíguo. Fumbari, uma forma do verbo fumbaru significa “abraçar as pernas de alguém, atitude indecisa, permanecer firme, manter o pé de alguém” (Kenkyusha). Outro dicionário menos autorizado define o termo como “aguentar, segurar firme”. A imagem que essa frase transmite é de pernas traseiras que são suficientemente fortes para firmar no solo de forma muito potente. Nesse contexto a palavra fumbari implica que as pernas traseiras não devam se aproximar na posição natural do cão, nem devem ser excessivamente abertas. De fato, a posição ideal mostrada no diagrama da Nippo apresenta as pernas paralelas, quando vistas de trás.

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Um dos elementos importantes que contribuem para uma postura natural é a flexibilidade das pernas traseiras. As pernas traseiras ganham sua maior flexibilidade do osso da garupa, que é análogo à escápula da estrutura frontal. A articulação da garupa e do fêmur é a toda importante articulação do quadril, que leva muito estresse no movimento do cão e precisa ser apropriadamente construída. Essa articulação rotativa fornece às pernas traseiras a sua flexibilidade extra. O Padrão do Shiba estabelece que qualquer fraqueza ou malformação nessa articulação importante é uma falta.

A próxima articulação abaixo da do quadril é a articulação do joelho – a conexão do fêmur com os ossos abaixo, na perna. Essa articulação (tíbia e fíbula) é especialmente crítica no Shiba, pois a raça é muito suscetível a luxação da patela

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A História do Shiba Moderno:

O jarrete é na verdade a conexão da perna inferior com os pés (o que nós comumente nos referimos como os pés de um cão são apenas os dedos) e é análogo ao metacarpo nos pés dianteiros. O jarrete é particularmente importante para uma postura forte e poderoso movimento de propulsão. Não deve haver pele solta na área do jarrete e muito pouca gordura. Examinando o jarrete, devemos ver osso e tendões recobertos ajustadamente pela pele, dando uma aparência muito resistente, sólida. Os pés e as unhas devem seguir a descrição feita para os pés dianteiros.

Visto de trás, as pernas são paralelas, e a distância do posicionamento iguala a distância do quadril. Algumas faltas comuns são a postura estreita, e a forma de X (jarretes de vaca).

Esboços do esqueleto canino que aparecem nos velhos livros sobre a raça e padrões ilustrados, como o da Nippo, são muitas vezes baseados na visão do artista de um raio-x onde o cão está posicionado de lado (sobre a mesa) ou desenhos de esqueletos que foram imprecisamente montados. Os ângulos de articulações mostrados no diagrama.

Ângulos das Articulações das Pernas mostra um fêmur que se inclina mais do que ocorreria em um cão de pé, o que projeta para fora os demais ângulos da perna. Atualmente, os cães são radiografados de pé ou em movimento para obter uma informação mais precisa. Em 1990 Fred Lanting radiografou o seu Shiba moderadamente angulado com excelente graduação OFA (Orthopedic Foundation for Animals). Suas descobertas foram que a inclinação do ombro era de 30º e a do joelho/jarrete de 143º (em um cão em pé, o fêmur e o metatarso são praticamente paralelos.

CBKC

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