O Tronco

O Padrão Básico da Nippo estabelece: “O peito é profundo, com costelas moderadamente arqueadas. O antepeito é bem desenvolvido. A linha superior é reta, o lombo bem elevado”.

O peito é verdadeiramente uma parte muito importante do cão, ele pode ser visto como o centro de todo o corpo. O peito tem uma grande influência na aparência do corpo, especialmente por que ele influencia o perfil do corpo e contrasta com o contorno com o abdome retraído. Um peito largo e potente também dá a impressão força confiante.

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O peito é feito de duas regiões distintas. Primeiro o antepeito, que é a área limitada pela extremidade inferior do pescoço, o externo, e uma linha de prumo da ponta do peito. A segunda região é o tórax ou parede do peito, que é a área da ponta do peito para trás até o lombo e contém as costelas.

A largura do antepeito é determinada pela medida da distância entre as articulações do ombro direito e esquerdo. A articulação do peito está localizada entre a escápula e a parte superior da perna dianteira e é a parte mais larga do peito (se distingue da ponta do peito, que é a parte superior da escápula e ponto mais elevado das costas). A estrutura e especialmente largura do antepeito é muito importante na determinação se o cão terá estrutura adequada e movimento nas pernas dianteiras.

Se o antepeito não é correto, então a escápula e parte superior do braço não serão corretos, e o cão não terá movimentação apropriada. Em particular, o alcance das pernas dianteiras não será correto. Também não será possível para o cão assumir a pose correta e natural enquanto em pé.

Por causa da importância do antepeito na movimentação e solidez, o antepeito deve ser bem desenvolvido. Isso significa que ele deve ter ossos e tendões fortes, com músculos adequados e bem desenvolvidos. Os músculos do antepeito devem ser desenvolvidos o bastante para que a articulação do ombro não seja perceptível, quando você olha o antepeito.

O tórax (área das costelas) inicia em uma linha de prumo na parte mais baixa da traseira do pescoço (bem na frente da ponta do peito) e se estende para trás até a barriga. Acima do tórax estão as vértebras, que suportam as costas do cão. No fundo do tórax está o esterno, que corre ao longo da área do peito e ao qual as costelas estão ligadas. Há treze pares de costelas, os primeiros nove pares estão ligados ao esterno, os últimos quatro pares antes da área abdominal (as costelas mais curtas) não estão ligadas ao esterno.

As costelas encerram a cavidade torácica, que mantém os pulmões e o coração e é muito crítico que a cavidade seja grande o bastante para abrigar esses órgãos. As dimensões apropriadas do peito – comprimento, largura e profundidade – são importantes para a forma e função e merecem uma discussão detalhada.

A profundidade do peito é medida do ponto mais alto da cernelha à parte de baixo do peito na altura do ombro. (Note que a Resolução de Julgamento da Nippo especifica que a altura do corpo como um todo deve ser medida logo atrás da ponta do ombro). A profundidade do peito, que é a metade da altura do corpo é boa, e o Padrão especifica que a profundidade do peito precisa ser 45 a 50% da altura total do corpo. Peitos que são muito profundos ou encolhidos são comuns e são faltas graves.

A largura do peito (em distinção da largura do antepeito) é tomada pela medida entre as costelas na parte maior de sua curva para fora. Desde que a altura e comprimento apropriados do peito são facilmente determinados pela comparação com as razões, a maior determinante do tamanho da cavidade torácica apropriada é a largura. A forma correta do tórax se assemelha à de uma seção transversal de um ovo repousando em seu menor final, e a parte mais larga ocorre imediatamente atrás da escápula.

Costelas achatadas, condição de largura insuficiente do peito, tornam os ombros muito próximos do corpo e resultam em um cão que não possui a postura natural correta. A condição oposta é um tronco (torso) em barril em que as costelas são demasiado arredondadas e não têm a adequada forma ovoide. Nesse caso, o cão é apto a ter ombros virados para fora e não terá a agilidade de movimentação requerida pelo Padrão.

O comprimento do peito é determinado pelo comprimento total do corpo, que é 110% da altura do corpo para os machos e um pouco mais longo para as fêmeas. O tórax precisa que ter comprimento que esteja em harmonia com o comprimento total do cão. Um cão muito curto terá movimento apertado. O comprimento do peito será similar em machos e fêmeas por que o comprimento extra das fêmeas decorre de área maior do lombo, para acomodar filhotes em gestação.

Costelas longas e ovaladas são as mais flexíveis e promovem espaço suficiente na cavidade torácica para os pulmões se expandirem e contraírem na troca de grandes quantidades de ar – crítico em um cão que corre por longos períodos de tempo e utiliza uma grande quantidade de energia. Costelas abarriladas fornecem amplo espaço na cavidade torácica, mas elas não podem contrair tanto como as ovaladas e, assim, não conseguem bombear o ar tão bem. Costelas chatas contraem o espaço para coração e pulmões e não fornecem boa expansão e contração.

Na avaliação do peito, outra consideração é a inserção das pernas dianteiras. Se o osso do externo não for adequadamente desenvolvido, então os ângulos de conexão da escápula e o braço superior não podem ser corretos, e as pernas dianteiras não podem se mover com eficiência. Se o cão tiver um tronco abarrilado visto de frente, a forma de H formada pelo peito e pernas é muito larga e o ombro rotaciona para fora, fazendo com que o movimento seja lento e estranho. No cão com costelas chatas, a forma de H é muito estreita, os ombros muito próximos entre si, e o cão não terá a resistência para ser ágil e ligeiro.

Em termos médicos, as costas correm da base do pescoço ao final das costelas (o início da área das costelas e do lombo). Contudo quando a maioria de nós se refere às costas, nós estamos nos referindo à área da base do pescoço em todo o caminho até o início da cauda. Os juízes japoneses emitiram uma resolução de que as costas são constituídas pela distância completa entre a base do pescoço até a raiz da cauda (a linha superior). É extremamente importante para o Shiba ter uma linha superior reta do pescoço à cauda.

A área do quadril é formada por sete vértebras lombares e as quatro vértebras sacrais e também inclui a área do lombo e do ventre. As vértebras lombares vão da caixa torácica até garupa, e as vértebras sacrais vão da garupa até a raiz da cauda. A garupa não é tão larga quanto a área torácica, mas a área da garupa deve ter largura adequada para movimentação apropriada. Acima de tudo, força é um dos requisitos principais para a área da garupa. Os músculos das nádegas precisam ser poderosos para propelir o cão para a frente, a articulação do quadril precisa ser extremamente forte para suportar todo o atrito a ela infligido.

Quado as costas não são retas, os problemas normalmente repousam na vértebras lombar ao invés das torácicas, e há uma tendência natural para a linha superior curvar para baixo desde o ponto em que a cauda enrolada cruza as costas. Mesmo que essa tendência possa ser natural uma queda da linha superior quando se aproxima da cauda é uma falta – o ideal no Padrão pede umas costas perfeitamente retas, o cão que é “alto na parte traseira” também é faltoso.

Duas faltas comuns que infligem toda a linha superior são as costas arqueadas para cima e a linha superior oscilante. A linha superior arqueada (costas convexas ou carpadas) é comum quando toda a linha superior arqueia para cima, com o ponto mais alto no meio das costas. É rara em comparação com o número de cães que têm costas oscilantes, mas ocorre. As costas convexas podem ser uma falta estrutural com que o cão nasce ou uma condição temporária através do estômago ou nervosismo. Um cão com parasitas internos normalmente exibe costas curvadas, que retorna ao normal após everminação.

Costas côncavas ou flácidas são bem mais comuns e são o oposto das costas escarpadas. Costas flácidas resultam de movimento de “cauda de peixe”, no qual as costas e garupa oscilam para a direita e para a esquerda enquanto andando. Isso ocorre por que as costas oscilantes não são estruturalmente fortes para transmitir eficientemente o movimento das pernas traseiras para a parte dianteira do corpo. Essa condição é muitas vezes causada por costas muito longas, o comprimento adicional causa tensão e afrouxamento dos ligamentos que mantêm as vértebras juntas. Costas oscilantes podem também ser causadas por sobrealimentação ou falta de exercícios. Tanto as costas com curvatura para cima como as oscilantes são extremamente incorretas.

CBKC

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