Qualidade

A seção sobre pelagem do Padrão Básico da Nippo estabelece: “Pelagem externa é rígida e reta; subpelo é macio e grosso. Pelo da cauda é levemente mais longo e aponta par fora.”

O Shiba possui uma pelagem dupla clássica, com uma pelagem externa de pelos de guarda e um subpelo grosso e lanoso. Os pelos da pelagem externa são fortes e retos e são mais grosseiros e rígidos do que os do subpelo. Ondulação, ondas, ou textura macia nos pelos de guarda são sérias faltas. Os subpelos (chamados de lã de algodão pelos japoneses) precisam ser muito grossos, densos e exuberantes, permitindo ao Shiba a climas ventosos, chuva e neve. O subpelo deve ser tão grosso que faça com que a pelagem externa aponte para fora em um ângulo de no mínimo 45º do corpo. Pelo externo deitado chato no corpo é devido a falta de subpelo e não é apropriado.

Dado que o Shiba é um cão de pelo curto, pelo longo é uma falta extremamente grave. Devido ao grosso subpelo o Shiba parece ter pelos um pouco maiores que as raças de pleo curto. O pelo é mais curto na cabeça, levemente mais longo no corpo, um pouco mais longo no pescoço e costas, e mais longo na cauda. O pelo da cauda é descrito como permanecendo aberto; ou seja, projetando-se para fora da cauda. Ele também é descrito como sendo macio e longo o suficiente para “balançar quando o vento assopra”.

Cor

O Padrão Básico da Nippo estabelece: “Cor do pelo é sésamo, vermelho, preto, tigrado, ou branco. A qualidade e a cor devem expressar as características típicas do cão japonês”.

Nem todas as cinco cores listadas acima são permitidas para todas as seis raças nativas japonesas. Por exemplo, as Resoluções de Julgamento estabelecem que o Akita, a maior das raças nativas, precisa ser vermelho, branco ou tigrado. O Shiba, a menor das raças, deve ser vermelho, vermelho sésamo ou black and tan. Em seu artigo sobre pelagem do Shiba inu, sr. Ishikawa estabelece que a padronagem de cor de cada exemplar vermelho ou preto é pálida na raiz, escura no meio do pelo e, então, pálida ou escura na ponta. Ele diz que mesmo que o cão tenha uma linda coloração em inspeção casual, mas tiver o mesmo tom de cor no pelo inteiro, isso é incorreto e sugere que o cão não é de raça pura.

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Pelagem vermelha

No Japão, o Shiba é referido coloquialmente como aka inu – cão vermelho. A cor vermelha é tão fortemente associada ao Shiba que reflete no mais fundamental atributo da raça – seu próprio nome. Em Dialogues: Directions for Breeding Shibas, sr. Ishikawa and sr. Watanabe discutem a cor vermelha do Shiba. Primeiro eles notam que o vermelho do Shiba é um marrom avermelhado em geral. Depois eles discutem o Mino Shiba que é, que é uma das três linhagens formadoras só Shiba moderno e tinha uma cor de pelo que sr. Ishikawa chama de vermelho cardinal. Ele diz que esse vermelho é como uma chama e se estendendo cerca de 1 cm das pontas dos pelos e era encontrado principalmente nas costas. Como o Mino Shiba está extinto, esse vermelho cardinal se tornou muito raro, mas é uma excelente cor para o Shiba. Ele nota que a maioria dos Shibas no Japão são vermelhos. E descreve o vermelho mais intenso, vermelho escarlate, como a cor mais desejável.

Então, a imagem que temos da cor mais desejável para o Shiba (e a cor historicamente correta de pelagem) é um vermelho intenso. Muitas vezes as pessoas empregam o termo vermelho para cães que são de cor castanha ou marrom, mas isso é incorreto. Cães verdadeiramente vermelhos não são castanhos ou marrons, mas de uma cor vermelha intensa que parece quase laranja. A cor vermelha apropriada não é escura ou embaçada, mas rica e vibrante. Embora seja um objetivo difícil, muitos criadores de Shiba estão lutando para recriar o lindo vermelho cardinal ou vermelho chama do Mino Shiba.

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Pelagem sésamo

Há três tipos de coloração sésamo mencionados no Padrão Básico da Nippo. São shirogoma (sésamo branco), akagoma (sésamo vermelho) e kurogoma (sésamo preto). Sésamo branco é um cão branco com uma cobertura de pontas pretas; sésamo vermelho é um cão vermelho com uma cobertura de pontas pretas e sésamo preto é um cão preto com um subpelo vermelho, castanha ou cinza. As Resoluções de Julgamento da Nippo definem que o sésamo vermelho é a única dessas três cores sésamo permitida para o Shiba. O cão sésamo vermelho correto não parece preto com um subpelo vermelho, mas ao invés disso, dá a impressão de um cão vermelho com uma leve sobreposição de cabelos pretos.

O sésamo vermelho correto tem uma pequena quantidade de pelos pretos. Sésamo vermelho não é uma cor marrom com uma moderada cobertura preta, como se vê algumas vezes. O vermelho deve ser tão claro, brilhante e intenso como o do correto Shiba vermelho, com a cobertura de pelos pretos fazendo um belo contraste. O sésamo vermelho deve ter as mesmas marcas brancas do Shiba vermelho. A cobertura preta não se estende para as marcas brancas. Os pelos pretos são distribuídos sobre a maior parte do corpo do cão, usualmente terminando em um bico de viúva na testa, deixando o focinho vermelho. A parte inferior das pernas são também vermelhas. A cobertura preta não deve se concentrar nas costas no padrão de sela tipicamente visto no Pastor Alemão. Shibas com padronagem de sela e ou com focinho preto não são corretos e são considerados de sangue misturado.

No Japão, um Shiba que é vermelho com uma leve aspersão de pelos pretos ao longo da espinha dorsal e sem preto em outro local é visto como um vermelho marcado incorretamente e não como sésamo vermelho. A marca característica do verdadeiro sésamo vermelho é que os pelos pretos são uniformemente distribuídos pelo corpo todo, exceto na parte inferior das pernas, focinho, e área das marcas brancas.

Pelagem Black and Tan

A cor requerida para o Shiba black and tan é muito rigorosa. Se as marcas bronze e as marcas brancas não forem apenas isso, o cão é faltoso. Preto simples, sem marcas bronze não é uma cor de Shiba aceitável. Também, marcas bronze que sejam muito extensas são faltosas.

No livro Inheritance of Coat Color in Dogs, Clarence Little lista as principais pontos da padronagem bronze em cães, nos lados do focinho, garganta e ventre, dentro das orelhas, no peito, sobre cada olho, nos quatro pés e partes das pernas, em torno do anus, e na parte de baixo da cauda. Ela observa que o bronze em cada uma dessas áreas pode ser tão reduzido que desapareça ou pode se estender para fora das áreas usuais que a única área que permanece é um selim, nas costas. Restrições nessa padronagem black and tan do Shiba servem para evitar ambos os extremos.

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O exemplar da revista japonesa de cães Aiken No Tomo de novembro de 1984 contém um excelente artigo sobre o Shiba black and tan de Hideo Motoyama. Nele, estabelece que a cor não deve ser um preto brilhante, mas um preto fosco, combronze nos seguintes locais: sobre os olhos (os japoneses chamam isso de “quatro olhos”), na parte inferior dos lados da boca e nas duas bochechas, o antepeito, no final das pernas e na parte inferior da cauda. A linha divisória entre as partes bronze e as brancas deve ser distinta, sem desbotados de bronze no branco. No Dialogues, sr. Ishikawa e sr. Watanabe especificamente definem que o bronze não deve se estender pela testa, a partir das marcas sobre os olhos, ou das marcas no pescoço ou bochechas. sr. Ishikawa, brincando, diz que alguns cães possuem tanto bronze que deveriam ser chamados de Tan and Black (ao invés de black and tan).

Fotografias de alguns Shibas black and tan grandes vencedores japoneses mostram uma padronagem típica. Há bronze dentro das orelhas, Na cabeça, a cana nasal é preta, sem marcas brancas na parte baixa das laterais do focinho e uma boa quantidade de bronze no meio. A cor preta continua até a parte superior das bochechas e em torno dos olhos, cobrindo a testa e a parte superior e laterais do pescoço. As marcas brancas na parte inferior das bochechas e da mandíbula misturam com o branco na parte inferior do pescoço, formando um babadouro. Pode haver algum preto na parte inferior da mandíbula. Os pontos bronze acima dos olhos são pequenos e não se esticam em forma de pálpebras para o lado. Elas podem ter uma área de cabelos brancos ou claros ao lado. Cabelos pretos cobrem a parte inferior do pescoço, entre os pelos brancos do babadouro e os pelos brancos do peito. Os pelos brancos do peito estão normalmente em padronagem que é chamada de gravata borboleta, ela se estica de um lado do peito para o outro com um estreitamento no meio. Esse estreitamento pode ser tão extremo que ele separa os dois trechos separados. Deve ser notado que os pelos brancos no peito de alguns cães irão se estender além do padrão de gravata borboleta para formar uma chama branca no peito. Desde que o branco não ultrapasse os limites prescritos para marcas brancas, os vários padrões de branco no peito são aceitáveis para os juízes, embora os criadores geralmente prefiram a padronagem de gravata borboleta. Há normalmente meias bronze em todas as quatro patas e se há branco nas pernas é geralmente nos dedos ou pés (eventualmente se vê meias brancas com bronze entre as meias e o preto das patas). Há branco na parte interior das pernas se estendendo até o branco do ventre e algum bronze na parte inferior da cauda.

As Resoluções de Julgamento da Nippo listam quatro itens que são faltas no Shiba black and tan: a máscara reversa, onde pelos brancos cobrem o focinho inteiro, as bochechas e a área em torno do olhos; pontos bronze sobre os olhos que se esticam demasiado; uma quantidade excessiva de bronze na cabeça, pescoço, costas, tronco, etc.; e um preto acinzentado ou corpo cor de berinjela na maturidade (ou seja, o desmaio da cor preta com a idade).

Em adição a um desbotamento da cor preta com o amadurecimento, pode haver uma expansão das áreas bronze com a idade. Little nota que em muitas raças com os genes black and tan, os pontos podem ser muito pequenos no nascimento mas progressivamente aumentam em área. sr. Watanabe estabelece em Nihon Ken Hyakka que por causa do crescimento das marcas bronze no Shiba, devem ser tomados cuidados na avaliação de filhotes black and tan para marcações apropriadas.

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Marcas brancas

As marcas brancas, ou urajiro, é outro barômetro da linhagem pura do Shiba. Um Shiba que não tem urajiro é provavelmente não puro, diz o sr. Ishikawa. O livro Shiba Dog tem uma das melhores, mais concisas descrições das marcas brancas corretas. Um Shiba apropriadamente marcado deve ter marcas brancas nas bochechas e nas laterais do focinho, e deve ter pequenos pontos brancos na borda das sobrancelhas logo acima dos olhos. Deve ter branco sob a mandíbula, sob o pescoço, no peito, na parte inferior do corpo e na parte inferior da cauda. Pode haver branco nas pernas dianteiras até o ombro, nas pernas traseiras até os joelhos, e em poucos pelos na ponta da cauda, embora as meias e o branco na ponta da cauda não sejam requeridos.

As marcas brancas sobre os olhos não devem esticar para trás além da testa ou se estender muito ao longo dos olhos. O branco não deve se estender da parte baixa do pescoço até as orelhas ou superfícies superiores do pescoço ou do corpo.

As Resoluções de Julgamento estabelecem que as marcas brancas são permitidas nas pernas traseiras “até os joelhos”. Como os joelhos estão cerca de metade do caminho entre a articulação do quadril e o jarrete, uma interpretação literal desse dispositivo significa que o branco é permitido até a metade da perna traseira inteira. De fato, nós nunca vimos uma fotografia de um Shiba vencedor no Japão com essas marcas errôneas. Geralmente, quando um Shiba tem meias brancas nas pernas traseiras, a área de branco diminui gradualmente quando se eleva nas pernas. Pode haver branco na altura da articulação do joelho, mas na parte interior da perna, com a cor do cão geralmente se estendendo para baixo pelo menos até o jarrete na parte externa da perna.

Faltas na coloração do pelo

Juízes da Nippo utilizam um sistema de pontuação que atribui a cada seção do Padrão uma certa porcentagem em importância. Em adição, faltas particulares requerem que o juiz faça uma dedução. Os níveis de avaliação da Nippo para exposições são “Excelente”, “Muito bom”, “Bom” para prêmios. As Resoluções de Julgamento estabelecem que ‘um cão que possui uma característica que seja listada como uma falta não pode ganhar uma avaliação “Excelente”.’ Se um Shiba que possua uma falta em particular pode ganhar uma das classificações mais baixas vai depender de quanto extensiva é a falta. As seguintes são três áreas de faltas em cor do pelo.

Cor incorreta

As Resoluções de Julgamento da Nippo listam as cores aceitáveis no Shiba como vermelho, vermelho sésamo e black and tan e definem que a cor branca no Shiba não é desejável e é uma falta. Yuko Salvadori compareceu a uma exposição regional da Nippo em 1988 em Atsugi, Japão que registrou um total de 650 cães, incluindo 451 Shibas. Desses, Yuko notou que havia 401 vermelhos, 10 sésamo e 40 black and tan. No mês seguinte, em uma exposição em Morioka, Japão, Yuko reportou um total de 231 Shibas, 198 vermelhos, 11 vermelhos sésamo e 23 black and tan. Cor de pelo tais como preto sem marcas bronze, sésamo preto e tigrado não são aprovadas no Shiba, são extremamente raras e não são vistas em exposições. O gene recessivo das cores creme ou branco (o fator de diluição) é razoavelmente comum, e é por isso que as Resoluções de Julgamento estabelecem que o branco não é uma cor aceitável para o Shiba.

Os especialistas japoneses na raça cujos comentários vimos citando são vociferada e inequivocamente críticos de branco e tigrado como cores do Shiba. No citado Dialogues, sr. Ishikawa diz que essas duas cores são fora de questão para Shiba e Shibas brancos devem ser separados do grupo. sr. Watanabe acrescenta que Shibas brancos não devem ser padreadores porque sua descendência vai carregar o gene branco e podem produzir brancos mesmo que eles não sejam brancos. sr. Ishikawa diz que a cor tigrado no Shiba é altamente indesejável. Ambos consideram que sésamo preto é indesejável no Shiba. No Shiba inu, dizem que a cor branca é “fraca em força de expressão e indesejável”.

Em Nihon Ken Hyakka, sr. Waanaabe afirma que cães geneticamente vermelhos, que também carregam gene para cores desmaiadas podem ser vermelho desmaiado, castanho claro, creme ou virtualmente puro branco, e que black and tan portadores do gene podem ser cor cinza. O fator de diluição também reduz os pigmentos nos olhos e na pele, e assim a trufa, bordas dos olhos, almofadas plantares, podem não ser do preto desejável. Como há poucos grânulos de pigmentos no interior do pelo, ele é mais fino e mais macio. O Padrão Nippo muitas vezes discute cores desmaiadas e cor branca separadamente, mas não é claro quando elas são causadas por genes separados.

Não é um capricho ou apenas porque os criadores e juízes japoneses não gostam da cor que o branco é considerado inaceitável no Shiba. Há três motivos pelos quais o branco não é aceito. Primeiro, o Shiba no Japão tem historicamente sido um cão vermelho, vermelho sésamos e black and tan. Dado que o Shiba é uma das raças nativas e foi designado como tesouro nacional, não é aconselhável tentar modificar o cão daquilo que ele tem sido historicamente. Segundo, Shibas coloridos que têm ancestrais brancos são vistos como mais propensos a ter uma cor não atrativa, desmaiada eles mesmos ou a produzir tais cores em seus descendentes. Finalmente, os criadores japoneses acreditam que cor branca ou desmaiada esta vinculada a problemas de saúde. sr. Watanabe diz “Cor desmaiada mostra uma falta de pigmentos na pelagem e na pele, e está associada a atrofia de órgãos internos, baixa resistência a doenças, e fraqueza física e mental. Deve ser notado que Shibas brancos ou creme produzidos nos Estados Unidos da América não parecem ter mais problemas de saúde do que os de outras cores. Contudo não há Shibas brancos em quantidade que permita pesquisar a questão com segurança estatística.

Manchas no pelo

A presença de manchas (geralmente brancas) no pelo é listada ao final do Padrão Básico da Nippo como uma falta, as Resoluções de Julgamento mencionam que sardas (usualmente vermelhas ou pretas) nas partes brancas na perna como faltas.

Marcas brancas geralmente ocorrem no tronco ou traseira do pescoço ou outras partes em que marcas brancas não são permitidas e algumas vezes elas se estendem por uma raia ou banda. As Resoluções de Julgamento mencionam que esses pontos podem ser aceitáveis em um Akita com coloração correta afora isso, se os pontos não forem feios e não extensos o suficiente para se qualificar como uma mancha malhada. Contudo a Resolução de Julgamento não faz esse comentário sobre os Shibas. Então é provavelmente seguro considerar que, mesmo pequenas, marcas brancas isoladas no Shiba são faltas.

Máscaras reversas e pretas

A máscara reversa (pelos brancos cobrindo o focinho e se estendendo para o entorno dos olhos e nas bochechas) é mencionada nas Resoluções de Julgamento como uma falta. Isso é o que é chamado de máscara de fantasma na América. Os comentários japoneses indicam que essa máscara dá à face uma expressão de palhaço que não combina com a dignidade do cão japonês. Branco nunca deve ultrapassar a cana nasal, e os brancos acima dos olhos devem ser pequenos pontos, não se espalhar ao longo das pálpebras na forma de uma sobrancelha. Branco nunca deve circular totalmente os olhos. A máscara reversa não é vista como nativa para as raças japonesas e é considerada um sinal de cruzamento híbrido. Nos Diálogos, sr. Ishikawa estabelece que a máscara reversa ainda ocorre mas está declinando em número à medida em que a marcação correta a está substituindo.

Uma máscara preta também é considerada incorreta no Shiba. Embora os Shibas nasçam com algum grau de preto em seus focinhos, eles perdem isso quando crescem. Uma máscara preta mantida na idade adulta não é desejável. A máscara preta recobre ou substitui as marcas brancas desejáveis no focinho e bochechas e é, então, incorreta mesmo em vermelhos sésamo ou black and tan. Idealmente, um Shiba vermelho adulto não deve ter quaisquer pelos pretos.

CBKC

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