Entrevista com Pedro Lang

Quem é?

Pedro Lang é um cinófilo muito bem sucedido em diversas áreas de atuação, seja como Criador, seja como Árbitro, seja como Dirigente. Ouvir sua história e conselhos, sem dúvida, são preciosos estímulos e direcionamentos para os menos experientes.

Por favor, se apresente: quem é você?

Meu nome é Pedro Armando Ramos Lang, natural de Taquari-RS, mas resido em Porto Alegre há 35 anos, minha formação profissional é como advogado. Sou casado e tenho dois filhos, trabalhando e com formação em curso superior.

Como as pessoas podem fazer contato com você?
Para contato, disponibilizo meus telefones: 51 3266-5045 e 51 99968-4905, bem como meu e-mail [email protected] e o site www.akitabr.com.br.

Como se interessou pela Cinofilia, quando foi isso?

Sempre fui cachorreiro. A minha paixão pelos cães vem desde criança, quando os tinha em casa, porém sem raça definida.
Quando vim morar em Porto Alegre, passei a residir em apartamento e, por isso, não tinha cães.
Em 1992 comprei um terreno e logo comecei a construir uma casa, quando então passei o procurar um cão. Orientado por um amigo, este sugeriu que comprasse um cão da raça Akita, por ser silencioso, higiênico, ótimo para companhia e guarda. Foi aí que tive meu primeiro contato com a raça, quando comprei um filhote após pesquisa em classificados de um jornal.
Não precisou muito tempo para que me apaixonasse pela raça e partisse para compra de outros exemplares, depois de já ter maiores conhecimentos, o que redundou em algumas importações, posteriormente.

Por que resolveu ser árbitro?
Após participar de algumas exposições de cães, passei a achar interessante a atividade de árbitro e me admirava vê-los julgando.
Decidi fazer provas tão somente para a raça Akita. Para tanto, em 1998, me inscrevi junto à CBKC para prova que foi realizada na cidade de Brasília. Aprovado, me interessei em fazer provas para grupos e, por fim, tornei-me árbitro all rounder, o que deu-se em 2002.

Nos conte um pouco sobre as experiências que esse mister lhe proporcionou.

O ato de criar, me proporcionou a ter mais “olho”’para cães e, por conseguinte, reputo que de certa forma, muito contribuiu para julgar, no meu entendimento, com maior probalidade de vislumbrar as qualidades dos cães ou apurar defeitos e, consequentemente, com resultados mais justos.

O que você faz em su“outra” vida (profissão)?

Sou advogado, aposentado, mas sigo trabalhando.

Qual foi a sua primeira raça? Primeira exposição?

Primeira raça foi Akita.
A primeira exposição que participei foi na cidade de Guaiba, realizada em uma quadra de esportes, de um Ginásio chamado Coelhão.

Que raça(s) você atualmente possui?
Já criei Fila Brasileiro, Beagle, Dachshund Standard de Pelo Liso.
Continuo criando a raça Akita (a raça do coração), mas crio também, Bullmastiff, Terrier Brasileiro, Spaniel Japonês (Chin), Bulldog Francês e Ovelheiro Gaúcho. A raça Akita, crio com intensidade, as demais, tenho pouquíssimas ninhadas.

Obviamente, você ama cães. Que raças você julga?
Estou habilitado para julgar todas as raças, em qualquer clube cinófilo do mundo.

Você acredita que a criação de raças puras está melhor do que a 20 anos atrás? Por quê?


Sem dúvidas. Nos últimos 20 anos, passamos a ter maior cultura cinófila.
A qualidade dos cães melhorou, face a maiores facilidades de importações de cães, de intercâmbios proporcionados pelo avanço das redes sociais, que permite maiores tratativas na aquisição de cães, importações de sémen, etc.
Todas essas situações permitiram a maior qualificação dos plantéis, frente aos acasalamentos mais criteriosos, com estudos de linhas de sangue, por exemplo.

Qual é a maior gentileza que os kennels clubes podem fazer para os árbitros?
Ao longo de 20 anos julgando, posso referir que sempre fui muito bem recebido e atendido nos locais onde julguei.
Penso que a maior satisfação do árbitro é julgar belos cães e observar a educação do apresentador de cães, handler ou não, que recebe com respeito o resultado de nossos julgamentos.

O que aconselharia a aspirantes a Árbitro?

Penso que é importante ao aspirante, assistir muitas exposições. Sentar à beira de pista observar os cães, sua tipicidade, estrutura, temperamento e movimentação é um exército fundamental de aprendizado, assim como, observar atentamente as técnicas de julgamento do árbitro, para seguir coisas boas que ele faz, assim como jamais agir como ele, naquilo que julga incorreto fazer.
Outra dica importante, é nunca se achar o dono da verdade e, sobretudo, ter a humildade de aprender com os criadores. Não raramente, eles sabem mais que muitos árbitros e podem ensinar muito.

Vestimentas ou comportamentos exóticos na pista o incomodam?
Com toda certeza!
Penso que a cinofilia deve ter glamour. Qualquer atitude ou comportamento vulgar, tem tom de desmerecer o evento.
O comportamento e a vestimenta fazem muita diferença, tanto quanto aos árbitros quanto aos apresentadores.

A apresentação e a mostra pelo handler devem ser considerados?

Não se pode negar que o show faz bastante diferença e deve ser valorizado. Entretanto, um cão que tem qualidades não pode ter o seu julgamento prejudicado por outro que não tem tanta qualidade, mas foi imensamente melhor apresentado. O árbitro tem que julgar o cão e não quem o está conduzindo.

O que aconselharia a aspirantes a Criadores?

Primeiramente, o pretenso criador tem que ter em mente que deve buscar exemplares da raça que elegeu para criar, de criadores experientes e estudar muito sobre a raça.
Ser impulsivo, procurar preço e não qualidade, comprar aleatoriamente, não estudar linhas de sangue, poderá significar anos perdidos na formação adequada do plantel e produzir cães sem qualidade e tipicidade sem homogeneidade.

O que mais quer falar a respeito?

Desejo agradecer a oportunidade e parabeniza-lo pela iniciativa dessa enquete.
Coloco-me à disposição para contribuir em tudo que estiver ao meu alcance, pois a cinofilia tem sempre caminhos a serem descobertos e conhecimentos a serem ampliados e, certamente, estamos sempre aprendendo.

3 comentários em “Entrevista com Pedro Lang”

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